Um rebanho de ovelhas e cordeiros a pastar
Um negro corvo passeia-se no meio da vegetação
O sol que incide em todos os seres e os faz brilhar
A água do campo a espelhar o sol em oração
Um bando de passarada miúda pousa no relvado
Levanta voo o corvo até ao canavial
O vento na folhagem a dar a dar
A roupa a corar no estendal
E o corvo que mostra o seu grasnar
As laranjeiras carregadas de laranjas apetitosas
O gato que afia as unhas no pilar
O cão deitado em cima da sua casota
E os sentidos afinados a esta peregrinação
Há um ar de Primavera no ar
.
20110223
20110118
Escuta
O verde prateado do lago
Manso e quebrado
Onde mergulho os meus olhos
Quais asas na brisa pousadas
Solta silêncios alados
Ecos perdidos soprados no sol
Que flores amarelas de insectos pousados
Perfumam de cor e vida e calor
A voz cala-se às reentrâncias
Da luz ao bordejar das margens
Os sons repousam
E é o silêncio que se faz verbo
Escuta
Sssschhiiu!
Manso e quebrado
Onde mergulho os meus olhos
Quais asas na brisa pousadas
Solta silêncios alados
Ecos perdidos soprados no sol
Que flores amarelas de insectos pousados
Perfumam de cor e vida e calor
A voz cala-se às reentrâncias
Da luz ao bordejar das margens
Os sons repousam
E é o silêncio que se faz verbo
Escuta
Sssschhiiu!
20101224
É Natal
Paz e Amor
Saúde, Felicidade e Alegria
Desejam-se a todos nestes dias
Pois despontou a aurora na noite
Nas trevas brilhou uma Luz
Para nos apontar o caminho
Rompeu as sombras do mal
Da Virgem nasceu Jesus
Num presépio pobrezinho
Desceu para nós – é Natal!
Que nesta Quadra do Natal acolhamos esta Luz para que resplandeça pelo Novo Ano!
Adenda em 31. 12. 2010:
Sai um ano e entra outro
Para muitos de modo banal
Mas cresça um ano de luz
Que em todo o ano Natal!
Saúde, Felicidade e Alegria
Desejam-se a todos nestes dias
Pois despontou a aurora na noite
Nas trevas brilhou uma Luz
Para nos apontar o caminho
Rompeu as sombras do mal
Da Virgem nasceu Jesus
Num presépio pobrezinho
Desceu para nós – é Natal!
Que nesta Quadra do Natal acolhamos esta Luz para que resplandeça pelo Novo Ano!
Boas Festas!
Adenda em 31. 12. 2010:
Sai um ano e entra outro
Para muitos de modo banal
Mas cresça um ano de luz
Que em todo o ano Natal!
Feliz 2011, para todos!
20101124
Transparência
Abre a janela
Deixa entrar a luz do dia
Essa transparência branca
Que alumia na manhã
Clara magia
Inspira fundo e absorve-a
Observa-a sente-a
Deixa que se troque de ares contigo
Te sorria e te alimente a fantasia
Respira a luz que te cega
Esse piscar de olhos
Esse mar transparente e sorridente ar
Ainda que tímido e leve
Deixa que te leve ao coração a Luz Maior
Que é energia é poesia é cor
A maior transparência que é Vida
E a Verdade e Todo Amor
Deixa entrar a luz do dia
Essa transparência branca
Que alumia na manhã
Clara magia
Inspira fundo e absorve-a
Observa-a sente-a
Deixa que se troque de ares contigo
Te sorria e te alimente a fantasia
Respira a luz que te cega
Esse piscar de olhos
Esse mar transparente e sorridente ar
Ainda que tímido e leve
Deixa que te leve ao coração a Luz Maior
Que é energia é poesia é cor
A maior transparência que é Vida
E a Verdade e Todo Amor
20101005
A Chuva
Ah
A chuva
Essa primeira chuva de Outono
Na vidraça
Preguiça que é vontade
De não acordar ainda
Esse gosto de chuva
Na noite que finda e traz o dia
O cheiro a terra molhada
Que os sentidos inebria
Num sabor a paz
E ao mesmo tempo nostalgia
E o assobio do vento
Essa música de baile
Que faz dançar as folhas secas
Lá fora em rodopio
Soa cá dentro mais baixinho
Embalando este vagar
Devagarinho
No lusco-fusco da manhã fria
Que impele a estar no quente
Ah
mas a chuva
É mesmo a chuva
que me acalenta levemente
A chuva
Essa primeira chuva de Outono
Na vidraça
Preguiça que é vontade
De não acordar ainda
Esse gosto de chuva
Na noite que finda e traz o dia
O cheiro a terra molhada
Que os sentidos inebria
Num sabor a paz
E ao mesmo tempo nostalgia
E o assobio do vento
Essa música de baile
Que faz dançar as folhas secas
Lá fora em rodopio
Soa cá dentro mais baixinho
Embalando este vagar
Devagarinho
No lusco-fusco da manhã fria
Que impele a estar no quente
Ah
mas a chuva
É mesmo a chuva
que me acalenta levemente
20100826
Em Tempo
Queima
O sol
A pele
Arde sem nuvens
O céu
Espelha fogo
O olhar
Transborda
O mar
A areia
Derrete
A cor
A dor
Desmaia
Em tempo
De amor
O sol
A pele
Arde sem nuvens
O céu
Espelha fogo
O olhar
Transborda
O mar
A areia
Derrete
A cor
A dor
Desmaia
Em tempo
De amor
20100706
Calor
Calor rima com amor
Com pudor e sem ele
Uma vaga de suor
Um arrepio na pele
Uma dança
Um abraço
No compasso dessa dor
Que corre no fio do tempo
Na orla do cobertor
Com pudor e sem ele
Uma vaga de suor
Um arrepio na pele
Uma dança
Um abraço
No compasso dessa dor
Que corre no fio do tempo
Na orla do cobertor
20100517
Naufrágio
Inspiro o ar da manhã
Como quem bebe
Nos lábios um beijo
E se entrega nessa magia
Encosto os olhos e absorvo
O odor da maré
Como quem recebe
No peito um abraço
E se encolhe nesse aperto
Acordo o olhar
E avisto ao longe o azul
Brilhando por entre as dunas
Confundindo-se com outro azul
Que sobe às alturas
Naufrago
Para naufragar
Não é necessária embarcação
Basta que a não haja
Mas dou à costa
E desperto...
Como quem bebe
Nos lábios um beijo
E se entrega nessa magia
Encosto os olhos e absorvo
O odor da maré
Como quem recebe
No peito um abraço
E se encolhe nesse aperto
Acordo o olhar
E avisto ao longe o azul
Brilhando por entre as dunas
Confundindo-se com outro azul
Que sobe às alturas
Naufrago
Para naufragar
Não é necessária embarcação
Basta que a não haja
Mas dou à costa
E desperto...
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