Abre a janela
Deixa entrar a luz do dia
Essa transparência branca
Que alumia na manhã
Clara magia
Inspira fundo e absorve-a
Observa-a sente-a
Deixa que se troque de ares contigo
Te sorria e te alimente a fantasia
Respira a luz que te cega
Esse piscar de olhos
Esse mar transparente e sorridente ar
Ainda que tímido e leve
Deixa que te leve ao coração a Luz Maior
Que é energia é poesia é cor
A maior transparência que é Vida
E a Verdade e Todo Amor
20101124
20101005
A Chuva
Ah
A chuva
Essa primeira chuva de Outono
Na vidraça
Preguiça que é vontade
De não acordar ainda
Esse gosto de chuva
Na noite que finda e traz o dia
O cheiro a terra molhada
Que os sentidos inebria
Num sabor a paz
E ao mesmo tempo nostalgia
E o assobio do vento
Essa música de baile
Que faz dançar as folhas secas
Lá fora em rodopio
Soa cá dentro mais baixinho
Embalando este vagar
Devagarinho
No lusco-fusco da manhã fria
Que impele a estar no quente
Ah
mas a chuva
É mesmo a chuva
que me acalenta levemente
A chuva
Essa primeira chuva de Outono
Na vidraça
Preguiça que é vontade
De não acordar ainda
Esse gosto de chuva
Na noite que finda e traz o dia
O cheiro a terra molhada
Que os sentidos inebria
Num sabor a paz
E ao mesmo tempo nostalgia
E o assobio do vento
Essa música de baile
Que faz dançar as folhas secas
Lá fora em rodopio
Soa cá dentro mais baixinho
Embalando este vagar
Devagarinho
No lusco-fusco da manhã fria
Que impele a estar no quente
Ah
mas a chuva
É mesmo a chuva
que me acalenta levemente
20100826
Em Tempo
Queima
O sol
A pele
Arde sem nuvens
O céu
Espelha fogo
O olhar
Transborda
O mar
A areia
Derrete
A cor
A dor
Desmaia
Em tempo
De amor
O sol
A pele
Arde sem nuvens
O céu
Espelha fogo
O olhar
Transborda
O mar
A areia
Derrete
A cor
A dor
Desmaia
Em tempo
De amor
20100706
Calor
Calor rima com amor
Com pudor e sem ele
Uma vaga de suor
Um arrepio na pele
Uma dança
Um abraço
No compasso dessa dor
Que corre no fio do tempo
Na orla do cobertor
Com pudor e sem ele
Uma vaga de suor
Um arrepio na pele
Uma dança
Um abraço
No compasso dessa dor
Que corre no fio do tempo
Na orla do cobertor
20100517
Naufrágio
Inspiro o ar da manhã
Como quem bebe
Nos lábios um beijo
E se entrega nessa magia
Encosto os olhos e absorvo
O odor da maré
Como quem recebe
No peito um abraço
E se encolhe nesse aperto
Acordo o olhar
E avisto ao longe o azul
Brilhando por entre as dunas
Confundindo-se com outro azul
Que sobe às alturas
Naufrago
Para naufragar
Não é necessária embarcação
Basta que a não haja
Mas dou à costa
E desperto...
Como quem bebe
Nos lábios um beijo
E se entrega nessa magia
Encosto os olhos e absorvo
O odor da maré
Como quem recebe
No peito um abraço
E se encolhe nesse aperto
Acordo o olhar
E avisto ao longe o azul
Brilhando por entre as dunas
Confundindo-se com outro azul
Que sobe às alturas
Naufrago
Para naufragar
Não é necessária embarcação
Basta que a não haja
Mas dou à costa
E desperto...
20100321
É Poesia
O meu coração
É poesia
Em avalanche
Oceano em fúria
De rochas em fusão
Sacode tormento e dor
Explode emoção e cor
É aceso vulcão
De lava incandescente
Em insistente erupção
Brilha paixão e calor
Espelha centelhas de luz
Como sol abrasador
Pulsa
Arde
Destila
Sentires em ebulição
Jorra
Correntezas de amor
O meu coração
É poesia
É poesia
Em avalanche
Oceano em fúria
De rochas em fusão
Sacode tormento e dor
Explode emoção e cor
É aceso vulcão
De lava incandescente
Em insistente erupção
Brilha paixão e calor
Espelha centelhas de luz
Como sol abrasador
Pulsa
Arde
Destila
Sentires em ebulição
Jorra
Correntezas de amor
O meu coração
É poesia
20100212
Lago de águas mansas
A minha alma é um lago
Tranquilo
Só soprado aqui e ali
Por brisas
Ligeiras
E ondeado ao de leve
Por alados motins
Dos seres que o habitam
Alimentam-no regatos
Sussurrantes
E beijam-no a luz
Das estrelas
E da lua cheia
Busca a cor nas flores das margens
E nas aves que o sobrevoam
Perfuma-se do nascer
E do pôr-do-sol
Enamora-se dos pingos da chuva
E do arco-íris
É espelho do Sol que lhe dá a vida
Em dias de calmaria
Embora salpicado por neblinas
E temporais
É um lago
De águas mansas
A minha alma
Tranquilo
Só soprado aqui e ali
Por brisas
Ligeiras
E ondeado ao de leve
Por alados motins
Dos seres que o habitam
Alimentam-no regatos
Sussurrantes
E beijam-no a luz
Das estrelas
E da lua cheia
Busca a cor nas flores das margens
E nas aves que o sobrevoam
Perfuma-se do nascer
E do pôr-do-sol
Enamora-se dos pingos da chuva
E do arco-íris
É espelho do Sol que lhe dá a vida
Em dias de calmaria
Embora salpicado por neblinas
E temporais
É um lago
De águas mansas
A minha alma
20100111
Geada
Crepita o lume na lareira
Há geada no quintal
Lá fora aperta o frio
Cá dentro geme o meu rio
Não sei se é da chuva ou do vento
Calor não é de certeza
Muito embora brilhe o sol
Uma pessoa também se cansa
Cansam as rimas e a poesia
Cansam as canções e a música
A dança acelera o ritmo
Mas os acordes são os mesmos
Não sei se cante se cale
Se grite ou se me embale
Se fuja ou se me instale
Nem como enfrentar este mal
Há geada no quintal
Lá fora aperta o frio
Cá dentro geme o meu rio
Não sei se é da chuva ou do vento
Calor não é de certeza
Muito embora brilhe o sol
Uma pessoa também se cansa
Cansam as rimas e a poesia
Cansam as canções e a música
A dança acelera o ritmo
Mas os acordes são os mesmos
Não sei se cante se cale
Se grite ou se me embale
Se fuja ou se me instale
Nem como enfrentar este mal
Subscrever:
Mensagens (Atom)