Só o amor
Tem a força para transformar o mundo
As suas cores
Revelam-se em muitas tonalidades
Diferentes
Abrangentes
Fortes
Suaves
Luminosas
Transcendentes
Cada tom
É um dom
Pedacinho de uma aura
Protectora
Redentora
Que edifica
Que a todos pacifica
Ama
Com amor
Ágape
Philia
Eros...
Ama!
E do mundo se apartará o choro, a dor
O medo, o torpor...
E toda a Natureza
Cantará beleza
E o tempo espelhará nova cor
Em cada bocadinho de Amor!
Bom Ano!
20081231
20081218
Amor e uma Cabana
O frio espreita
E a neve se avizinha
Que bom que é sentir
O aconchego dos teus braços
E o toque da tua pele
Em ti aquecer
Dormir e acordar
Respirar-te
Saber-te
Amar-te
Sem que nos falte
Amor e uma Cabana
(Feliz Natal!)
E a neve se avizinha
Que bom que é sentir
O aconchego dos teus braços
E o toque da tua pele
Em ti aquecer
Dormir e acordar
Respirar-te
Saber-te
Amar-te
Sem que nos falte
Amor e uma Cabana
(Feliz Natal!)
20081128
Negrura
O clarão ilumina a noite
monstro algoz
como ladrão que pela calada
da noite pesada de sono
rouba e chacina
domina a treva
pavor irrompe e pranto
sem manto que valha na dor
Depois é tarde
é manhã cedo
e o medo dá lugar
ao tremor das pernas
as mãos não sabem
mandar o corpo
não obedece
aquece o dia
a melodia é escura
que se pega entranha
tamanha essa cor
o odor é fumo
é cinza é pó
é negro é dó
monstro algoz
como ladrão que pela calada
da noite pesada de sono
rouba e chacina
domina a treva
pavor irrompe e pranto
sem manto que valha na dor
Depois é tarde
é manhã cedo
e o medo dá lugar
ao tremor das pernas
as mãos não sabem
mandar o corpo
não obedece
aquece o dia
a melodia é escura
que se pega entranha
tamanha essa cor
o odor é fumo
é cinza é pó
é negro é dó
20081110
Carícias nocturnas
Mãos que te percorrem
Mãos que me percorrem
Desejos que despertam
Lábios que se unem
Em beijos molhados
Corpos transpirados
Carícias nocturnas
Dia de sol
Mesmo que com chuva
Mãos que me percorrem
Desejos que despertam
Lábios que se unem
Em beijos molhados
Corpos transpirados
Carícias nocturnas
Dia de sol
Mesmo que com chuva
20081026
Tenho frio
Tenho frio, estou gelada
Envolve-me no teu abraço
Para que esqueça o cansaço
Mergulhada no teu peito
És o berço que me embala
O cobertor que me aquece
Que me circunda de calor
Sempre que o dia escurece
Segreda-me o teu amor
Percorre-me de energia
Aquieta-me a vontade
Invade-me do teu odor
E amanhã no novo dia
Brilharei tranquilidade
Envolve-me no teu abraço
Para que esqueça o cansaço
Mergulhada no teu peito
És o berço que me embala
O cobertor que me aquece
Que me circunda de calor
Sempre que o dia escurece
Segreda-me o teu amor
Percorre-me de energia
Aquieta-me a vontade
Invade-me do teu odor
E amanhã no novo dia
Brilharei tranquilidade
20081006
Serenar
Preciso do teu colo
Encostar a cabeça no teu peito
Sentir a tua mão nos meus cabelos
E o teu aconchego no leito
Afaga o meu corpo dorido
Sê sempre o meu porto seguro
Serena este mar tão revolto
Dá-me a calma e a paz que procuro
Encostar a cabeça no teu peito
Sentir a tua mão nos meus cabelos
E o teu aconchego no leito
Afaga o meu corpo dorido
Sê sempre o meu porto seguro
Serena este mar tão revolto
Dá-me a calma e a paz que procuro
20080922
A solidão
Sentir-se rejeitado
Olhar-se mal amado
E pensar em si a culpa, o pecado
Mas não ler no peito a causa, o motivo
De não haver ninguém consigo
Alguém onde chorar, um ombro amigo
Tristeza, penas, abandono
Perde-se a alegria de viver
A alma adoece
E o rosto desvanece
Na vida amargo sono
De uma noite que não quer amanhecer
Quando a amizade é apenas utopia
E o amor unicamente uma ilusão
Sufocam emoções em negro dia
Como um arrocho enforcando o coração
É um olhar que nunca acontece
É um sorriso que tarda em chegar
É um verbo que sofre negação
É uma dor que te cobre como um manto
E transforma o teu rio em mar de pranto
E te assombra esse fantasma, a solidão
Mas se dela desprenderes o olhar
E granjeares uma réstia de luar
Nem tudo está perdido, podes crer
Segura firme a chama que alumia
Pois dentro de ti tens o poder
De transformar a noite em pleno dia
Olhar-se mal amado
E pensar em si a culpa, o pecado
Mas não ler no peito a causa, o motivo
De não haver ninguém consigo
Alguém onde chorar, um ombro amigo
Tristeza, penas, abandono
Perde-se a alegria de viver
A alma adoece
E o rosto desvanece
Na vida amargo sono
De uma noite que não quer amanhecer
Quando a amizade é apenas utopia
E o amor unicamente uma ilusão
Sufocam emoções em negro dia
Como um arrocho enforcando o coração
É um olhar que nunca acontece
É um sorriso que tarda em chegar
É um verbo que sofre negação
É uma dor que te cobre como um manto
E transforma o teu rio em mar de pranto
E te assombra esse fantasma, a solidão
Mas se dela desprenderes o olhar
E granjeares uma réstia de luar
Nem tudo está perdido, podes crer
Segura firme a chama que alumia
Pois dentro de ti tens o poder
De transformar a noite em pleno dia
20080905
Silêncios
Distraída vou respirando silêncios
Silêncios que nada falam
Silêncios que pouco dizem
Silêncios que muito calam
Silêncios que se traduzem
Em ecos inaudíveis
Irreconhecíveis quando surgem
Carregados de vazio
Silêncios em que o frio que produzem
Finjo não perceber
Mas que parece vir de uma aragem
Ou de qualquer outra viragem
Que não me apetece entender
Silêncios que nada falam
Silêncios que pouco dizem
Silêncios que muito calam
Silêncios que se traduzem
Em ecos inaudíveis
Irreconhecíveis quando surgem
Carregados de vazio
Silêncios em que o frio que produzem
Finjo não perceber
Mas que parece vir de uma aragem
Ou de qualquer outra viragem
Que não me apetece entender
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