20120417

Brumas

Rosto enevoado
Olhar branco
Praia selvagem
Beleza ferida
Céu nublado
Gritos mudos
Sombra agreste
Muro que barra a passagem
Horizonte magoado
Breve aragem levadiça
Porta ao fundo quebradiça
Interior incerteza
Chuva sedenta de pão
Vento espelhado na alma
Pardacenta noite de verão
Embaciados sentidos
Passos arrastados no chão

Revoltem-se as águas
Reme-se contra a maré
E novos horizontes nasçam

10 comentários:

Baby disse...

Belo poema, um verdadeiro grito de desabafo.
Eu faço coro com a última estrofe:

"Revoltem-se as águas
Reme-se contra a maré
E novos horizontes nasçam"

Beijinhos.

poetaeusou . . . disse...

*
assim é,
vamos beber de outras fontes,
abrindo novos horizontes,
remando contra a maré !
,
conchinhas magoadas,
ficam,
*

Ana Tapadas disse...

Muito belo o poema.
Obrigada pela visita, volte sempre.

bj

O Árabe disse...

A reativação me deixa feliz... e o texto está ótimo! Boa semana, amiga; fica bem!

vieira calado disse...

É o que sempre deveríamos fazer!

Bjssss

Sonhadora disse...

Minha querida

Um grito de alma em sangue...um vislumbre de esperança.
Como sempre ler-te é uma emoção.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

GarçaReal disse...

Belíssimo o poema...Um grito de libertação da alma, do sentir, numa busca...

Gostei imenso

Bom fim de semana

Bjgrande do Lago

O Profeta disse...

O SILÊNCIO LIGA-ME AO MUNDO
Vem ouvir mil palavras do meu silêncio


Mágico beijo

poetaeusou . . . disse...

*
por aqui passei,
conchinhas deixei !
,
*

vieira calado disse...

Vim ver se havia novidades...
Bjsss