20110607

Às Vezes Há Nevoeiro

Às vezes há nevoeiro
Cerrado
Ou semidenso
Intransparência branca
Como seda de um lenço
Que acoberta vales
E montes
Ribeiros e fontes
Sonega ao olhar
Um pedaço de horizonte
É um manto
Uma parede
Um silêncio uma sede
Folha de papel em branco
Um braço que não se estende
Uma mão que não se sente
Uma luz que não se acende
Um eco que não se entende
É o sol que não se abre

10 comentários:

GarçaReal disse...

Mas que belo este teu poema.

Mesmo no meio do nevoeiro existe a beleza do que não se vê mas que se imagina.

Gostei imenso

Bjgrande do lago

Malu disse...

Uma linda poesia , versos melancólicos e doces ...


Bjo e uma Noite de Paz.

AFRICA EM POESIA disse...

PERLA

A Esperança nunca morre mesmo...

Trouxe Esperança.
Levo Ternura e boa poesia.
Foi bom Trazer para poder receber.
Um beijo

Baby disse...

Lindo! Gostei de verdade.
...folha de papel em branco
um braço que não se estende
uma mão que não se sente...
Parabéns pela escolha das palavras.
Beijos.

Baby disse...

Rasga o nevoeiro e parte em busca do Sol, para que ele aqueça e reconforta!
Bom fim de semana.
Beijos.

O Árabe disse...

Bom ver-te e volta... e com mais um belo texto! :) Bom resto de semana.

GarçaReal disse...

Passei a ver se havia novidades.

Bom fim de semana

bjgrande do Lago

tossan® disse...

Não sou perola, mas sei apreciar uma belíssima poesia e música.

Ana Tapadas disse...

Um belo poema que nos traz uma definição poética daquela angústia sem nome que vive dentro de cada ser humano. Lindo.

bj

São disse...

Do poema gostei. Quanto ao nevoeiro detesto.

Boa semana.