20100111

Geada

Crepita o lume na lareira
Há geada no quintal
Lá fora aperta o frio
Cá dentro geme o meu rio

Não sei se é da chuva ou do vento
Calor não é de certeza
Muito embora brilhe o sol
Uma pessoa também se cansa

Cansam as rimas e a poesia
Cansam as canções e a música
A dança acelera o ritmo
Mas os acordes são os mesmos

Não sei se cante se cale
Se grite ou se me embale
Se fuja ou se me instale
Nem como enfrentar este mal

11 comentários:

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Perla, belo poema...Espectacular....
Beijos

fd disse...

Desassossego.

O Árabe disse...

Mas você descobrirá, sim... acredito muito em você! :) Boa semana.

poetaeusou . . . disse...

*
sentidas palavras, tuas,
,
e a geada continua,
ressurgida da friagem . . .
,
conchinhas, ficam,
,
*

ZezinhoMota disse...

Perla!

Olá, adorei reentrar neste teu cantinho tão acolhedor e com lindas poesias...

Bjnhs

ZezinhoMota

O Árabe disse...

Boa semana, amiga! :)

Ferreira-Pinto disse...

Que por esta altura o calor da amizade mais o da lareira te tenha insuflado o ânimo necessário a prosseguir!

Espaço do João disse...

Há tanto sonho
que a poesia deixou.
Eu de tanto sonhar
de poeta nada sou.

O Árabe disse...

Boa semana. E quando o novo post? :)

Sonia Schmorantz disse...

Hoje gostaria de apresentar meu outro blogger, do wordpress, onde também ensaio meus rabiscos, gostaria da tua opinião:
http://schmorantz.wordpress.com/
um abraço

Joaninha disse...

Nem penses, continua a escrever, nós gostamos de te ler...:)

beijinhos