20081128

Negrura

O clarão ilumina a noite
monstro algoz
como ladrão que pela calada
da noite pesada de sono
rouba e chacina
domina a treva
pavor irrompe e pranto
sem manto que valha na dor
Depois é tarde
é manhã cedo
e o medo dá lugar
ao tremor das pernas
as mãos não sabem
mandar o corpo
não obedece
aquece o dia
a melodia é escura
que se pega entranha
tamanha essa cor
o odor é fumo
é cinza é pó
é negro é dó

20081110

Carícias nocturnas

Mãos que te percorrem
Mãos que me percorrem
Desejos que despertam
Lábios que se unem
Em beijos molhados
Corpos transpirados
Carícias nocturnas
Dia de sol
Mesmo que com chuva